Fábio Aurélio Castilho, professor da Rede Municipal de Ensino de Balneário Camboriú, está em Angola para participar da 10ª edição do Prêmio Baobá, um evento de grande relevância para a arte de contar histórias. A cerimônia, que teve início na última sexta-feira (10) e se estende até esta terça-feira (14), é uma iniciativa da Editora IMEPH em colaboração com a Academia Brasileira de Contadores de Histórias.
O Prêmio Baobá, frequentemente comparado ao "Oscar" dos contadores de histórias, congrega em sua edição de 2026 participantes de 10 estados brasileiros, do Distrito Federal, de duas nações sul-americanas e de três cidades angolanas. Castilho, que já foi laureado com a estatueta em 2019, agora integra a equipe de produção do evento, fundamentado em seu projeto de pesquisa de mestrado.
Em suas declarações, Castilho ressaltou a dimensão pessoal e profissional de sua participação. "Como professor, pesquisador e contador de histórias, viver essa experiência é um encontro entre prática, pesquisa e ancestralidade", afirmou. Ele enfatizou como sua pesquisa de mestrado, focada em memória, oralidade e identidades, encontra novos caminhos ao interagir com territórios que inspiram narrativas transatlânticas ainda vivas na cultura. "Representar Balneário Camboriú neste encontro internacional é uma honra", completou, prometendo compartilhar as histórias e aprendizados, reiterando que "contar histórias também é educar, preservar memórias e fortalecer identidades".
Reconhecido como a maior honraria para contadores de histórias no Brasil, o Prêmio Baobá distingue contadores, escritores, editoras, movimentos e fundações. A premiação visa celebrar aqueles que, por meio de suas ações e práticas, consolidam, expandem e promovem a arte narrativa no país, valorizando a tradição oral e estimulando o interesse pela literatura e o hábito da leitura.

