A Prefeitura de Balneário Camboriú, por meio da Secretaria da Pessoa Idosa, deu início à Oficina do Afeto, um projeto que aplica a terapia com cães para promover a interação social. A ação consiste em visitas de cães de suporte socioemocional para engajar com os idosos do município. A iniciativa é fruto de uma parceria com a Escola de Cães-Guia Helen Keller e visa criar um ambiente de socialização e afeto, utilizando animais com temperamento dócil para estimular a comunicação e o bem-estar dos participantes, que podem interagir e brincar com os cães de forma guiada e segura.
A oficina é conduzida por profissionais especializados no treinamento de cães-guia, garantindo que as interações sejam seguras e produtivas para todos os envolvidos. Na primeira sessão, dois cães da raça labrador visitaram a sede da secretaria, onde foram realizadas atividades de socialização. André Bica, treinador e instrutor do projeto, explica que os animais selecionados para a oficina são escolhidos por seu temperamento dócil. Eles não atenderam a todos os requisitos para atuar como cães-guia, o que os torna ideais para o trabalho de suporte emocional e socialização com os idosos.
Cada animal passa por uma avaliação rigorosa antes de participar das atividades, assegurando a saúde e o comportamento adequado para o contato com o público. “Os cães que interagem hoje com os idosos, passaram por análise completa tanto de saúde, quanto comportamental e, após avaliação, passam a oferecer suporte emocional”, destacou o instrutor. Este cuidado é fundamental para o sucesso do programa, que acontece semanalmente, sempre às quartas-feiras, das 14h às 15h, na Secretaria da Pessoa Idosa, sendo aberto a toda a comunidade com 60 anos ou mais.
Os cães que participaram da primeira oficina são Oreo, um labrador preto de três anos, e Bia, uma fêmea bege de dois anos. Oreo já atuou como cão-guia, mas foi aposentado da função após uma análise comportamental indicar que ele não possuía mais todos os requisitos necessários. Bia, por sua vez, não foi habilitada para a função de cão-guia devido a uma questão de saúde que é um impedimento padrão para a atividade. Ambos os animais foram considerados perfeitos para o projeto de interação e suporte emocional com os idosos da cidade.
As primeiras participantes da oficina relataram suas impressões sobre o contato com os animais. “Acho a iniciativa muito interessante porque além da interação que temos com eles, aprendemos mais sobre esse trabalho que é formar um cão-guia. Foi muito bacana aprender a como se comportar na presença deles e os cães por si só são maravilhosos, são dóceis”, disse Shirlei Martins. Para Yara Regina, a ação também foi bem recebida. “É uma ação maravilhosa, aprendemos bastante, sem falar que os cães têm uma sensibilidade incrível, são parceiros. Muitos idosos vivem sozinhos e essa convivência é muito boa”, comentou.

