Em entrevista concedida ao Jornal Página 3, a prefeita de Balneário Camboriú, Juliana Pavan, abordou uma série de temas cruciais para a gestão e o futuro da cidade, reafirmando sua posição em assuntos espinhosos e detalhando projetos em andamento. Questionada sobre a Copa do Mundo, Pavan declarou neutralidade após a eliminação do Brasil, desejando que a melhor seleção vença.
Um dos pontos de destaque foi a sua posição sobre o projeto de lei que proíbe espetáculos eróticos no teatro municipal. A prefeita reiterou seu posicionamento contrário a tais apresentações em espaços públicos, defendendo sua opinião mesmo diante de divergências. No âmbito político-eleitoral, Juliana Pavan confirmou seu apoio à candidatura de João Rodrigues pelo PSD para o governo estadual, apesar de manter uma relação institucional respeitosa com o atual governador, Jorginho Melo.
Pavan também detalhou a estratégia de gestão para a obtenção de recursos e a realização de obras importantes, citando o parque inundável e o posto de saúde da 1500 como exemplos de colaboração com esferas governamentais. Sobre a reformulação do secretariado, a prefeita explicou que a avaliação de desempenho é contínua e que decisões sobre mudanças serão tomadas de forma ponderada, visando a resolutividade.
A gestão de infraestrutura foi outro tema central, com a prefeita reconhecendo os transtornos de obras como a macrodrenagem e o alargamento da praia, mas assegurando que o programa “BC Bem Cuidado” e a cobrança direta às empresas contratadas visam garantir a organização e a entrega de resultados. No planejamento viário e trânsito, Pavan comprometeu-se a buscar soluções para a mobilidade urbana, incluindo a contratação de consultorias especializadas e a melhoria do estacionamento rotativo, que passará por novo processo licitatório.
Por fim, a prefeita abordou o desenvolvimento econômico, destacando a atração de empresas de tecnologia e inovação por meio de leis específicas e o “sandbox” regulatório. Ela também ressaltou a importância da atualização do Plano Diretor e da Lei de Uso e Ocupação do Solo para viabilizar moradias mais acessíveis e a necessidade de equilibrar o turismo com a qualidade de vida dos residentes, com investimentos em mobilidade, saúde e educação.

