O vereador de Balneário Camboriú (SC) e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro (PL), sofreu um desconto salarial de R$ 4.554,71 referente ao mês de julho. O valor corresponde a duas ausências não justificadas em sessões ordinárias da Câmara de Vereadores do município. O subsídio bruto do vereador é de R$ 18.218,84, mas o recebimento líquido em julho foi de R$ 13.664,13 após os descontos.
As faltas ocorreram nas sessões do dia 14 e 15 de julho. Ao longo do ano legislativo, desde 19 de janeiro até 26 de agosto, Jair Renan esteve presente em 51 das 70 sessões realizadas, totalizando 19 ausências. Deste total, apenas cinco foram justificadas formalmente.
A legislação municipal, especificamente a lei n.º 201/1967, estabelece limites para faltas sem justificativa. Vereadores podem se ausentar de até três sessões ordinárias consecutivas sem necessidade de justificativa. Para faltas justificadas, o limite é de cinco ausências alternadas no mesmo ano legislativo.
As ausências não justificadas de Jair Renan Bolsonaro também motivaram uma ação interna na Câmara. Em julho, o vereador Eduardo Zanatta (PT), que preside a Comissão de Segurança Pública, protocolou um pedido formal para que Jair Renan fosse retirado da comissão. Zanatta argumentou que o filho do ex-presidente compareceu às três primeiras reuniões do colegiado, mas faltou às nove seguintes sem apresentar justificativas, acumulando um histórico de ausências que contraria as normas e o regimento interno.

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