Um professor efetivo da rede municipal de ensino de Balneário Camboriú foi afastado cautelarmente por 60 dias após, supostamente, agredir um aluno com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A agressão teria ocorrido na última sexta-feira, 20, em uma unidade educacional.
Em nota, a Prefeitura informou que instaurou um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar a conduta do profissional. O professor ficará afastado por 60 dias e seguirá recebendo remuneração durante o período.
O procedimento foi instaurado pela Secretaria de Gestão de Pessoas, e a Procuradoria-Geral do Município acompanha o caso para adotar as medidas legais cabíveis.
Em entrevista à Rádio Menina, na manhã desta quinta-feira, 26, a secretária de Educação de Balneário Camboriú, Zélia Zanella, afirmou que a pasta tomou conhecimento da situação por meio de informações internas e também por vídeos gravados dentro da sala de aula, que não foram divulgados.
Sobre as imagens e a situação após o ocorrido, a secretária destacou: “Foi anormal. Vamos avaliar, realmente se o professor está preparado ou se ele talvez esteja precisando de ajuda emocional e tudo isso, será feito através do processo administrativo instaurado”.
Ainda de acordo com Zélia, o profissional é efetivo no quadro de professores municipais. “Ele é um professor efetivo, ele já tem um currículo aqui em Balneário Camboriú, ele não é um professor contratado e nem tampouco um professor recente, é um professor efetivo.”
A secretária também informou que ainda não conversou com o professor, mas afirmou que pretende fazer isso em breve. “Eu quero conversar com ele, vou chamá-lo na Secretaria da Educação e conhecê-lo e conversar também com esse professor”.
Zélia também destacou que a pasta preza pela qualidade do ensino e pelo bom atendimento aos alunos. “Sendo aluno de espectro autista, ou não, nenhum aluno deve ser tratado dessa forma”.
Ela ainda complementou: “me deixa muito triste porque não são coisas que a gente gostaria de ver na educação. A gente sempre prima pelo diálogo, pelo bom entendimento entre aluno, professor, mas o ser humano é mutável. Então, a gente tem que estar preparado para se deparar com esse tipo de situação”, destacou durante a entrevista.
Em nota, a Prefeitura também informou que a investigação sobre o caso “tramitará em caráter sigiloso, com o objetivo de preservar a integridade e a dignidade das pessoas envolvidas, especialmente no ambiente escolar”.
O secretário de Gestão de Pessoas, Ary Souza, ressaltou que todas as providências estão sendo adotadas conforme a legislação municipal.
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