A recente manifestação de Fabrício Oliveira, questionando a segurança em Balneário Camboriú, tem sido interpretada como uma estratégia arriscada que incomoda setores vitais da economia local, como o turismo e a construção civil. Esses segmentos, pilares do desenvolvimento da cidade, dependem intrinsecamente da estabilidade e da percepção de segurança para prosperar. Fontes ouvidas indicam que a abordagem do pré-candidato foi considerada imprudente, podendo prejudicar a imagem da cidade que ele almeja representar em Brasília, caracterizando um "tiro no pé".

Os dados apresentados divergem da crítica de Oliveira. Uma pesquisa divulgada em agosto revelou que 80% da população se sente segura na cidade. Adicionalmente, um levantamento realizado pelo Consórcio Intermunicipal de Turismo Costa Verde & Mar (CITMAR) durante o último verão mostrou que 98,2% dos turistas entrevistados aprovaram a segurança pública local, sendo este o item mais bem avaliado entre os turistas.

A gestão municipal, sob a liderança da prefeita Juliana Pavan, tem demonstrado um compromisso com a segurança. O orçamento destinado à área neste ano atingiu R$ 48 milhões, o maior da história do município. A pasta é comandada pelo coronel Araújo Gomes, ex-comandante-geral da Polícia Militar, que implementou avanços tecnológicos como drones automatizados e câmeras de reconhecimento facial, fortalecendo a segurança.

A crítica de Fabrício Oliveira parece ter um alvo específico: a prefeita Juliana Pavan. A atitude sugere uma preparação para futuras disputas eleitorais, mesmo que isso possa arranhar a imagem da cidade. No entanto, essa movimentação política também gera um efeito colateral, podendo atingir o governador Jorginho Mello, uma vez que a segurança pública é uma responsabilidade primordial do Estado. A postura de Oliveira tem sido vista por aliados como inconveniente e potencialmente prejudicial.