A Secretaria de Saúde de Balneário Camboriú iniciou a fase piloto de um sistema de diagnóstico laboratorial domiciliar voltado a pacientes acamados em Balneário Camboriú. A proposta permite que exames sejam realizados na própria residência do paciente, com resultados disponibilizados digitalmente poucos minutos após a coleta.

A iniciativa utiliza a tecnologia Point-of-Care Testing, que possibilita a análise de amostras no próprio local onde são coletadas. O método integra processamento digital e validação remota por profissionais da área da saúde, reduzindo o tempo entre a coleta e o diagnóstico.

Segundo a secretária de Saúde, Aline Leal, o projeto faz parte de uma estratégia de modernização da rede pública municipal. De acordo com ela, a utilização de Inteligência Artificial contribui para ampliar o acesso da população a serviços de saúde e tornar o atendimento mais ágil.

De acordo com a prefeitura, o município é atualmente o único do país a integrar inteligência artificial e telediagnóstico na Sistema Único de Saúde no âmbito da Atenção Básica com atendimento domiciliar.

A diretora de Planejamento em Saúde e responsável pelo projeto, Alessandra Kaestner Enríquez, explica que a iniciativa busca atender pacientes com mobilidade reduzida ou que permanecem acamados, grupo que frequentemente enfrenta dificuldades para realizar exames laboratoriais.

Atualmente, o processo tradicional pode levar de 30 a 60 dias entre a solicitação do exame, a coleta e o retorno ao médico para avaliação dos resultados. Com o novo modelo, os exames são realizados na residência do paciente e os resultados podem ser inseridos em tempo real no prontuário eletrônico e enviados ao celular por mensagem.

Durante a fase inicial do projeto, um dos atendimentos já demonstrou a aplicação prática da tecnologia. Em um exame realizado na casa de um paciente acamado, alterações importantes foram identificadas imediatamente, o que permitiu o encaminhamento para hospitalização antes do agravamento do quadro clínico.

O projeto também conta com a colaboração do patologista Carlos Ballarati, doutor pela Universidade de São Paulo e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial, responsável por ceder os equipamentos utilizados na iniciativa.

A Secretaria de Saúde informou que, após a avaliação dos resultados da fase piloto, estuda ampliar o uso da tecnologia para outras regiões da cidade, especialmente em áreas com maior concentração de idosos, pacientes crônicos e pessoas em situação de maior vulnerabilidade clínica.

Matéria por: Manuela Córdova – estagiária de Jornalismo

"Moto aquática é atropelada por Barco Pirata enquanto casal se beijava em Balneário Camboriú"

"Furgão é destruído por chamas em pátio da Polícia Civil em Itajaí; mais de mil litros de água são usados no combate"