O ex-prefeito de Balneário Camboriú e pré-candidato a deputado federal, Fabrício Oliveira, utilizou as redes sociais para se defender de tentativas de associar seu nome à Operação Gaiola Digital. A investigação conduzida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) apura um suposto esquema de fraudes em licitações, envolvendo uma empresa de tecnologia especializada em sistemas de gestão pública.

Em um vídeo divulgado online, Oliveira declarou que não é alvo de qualquer investigação e que seu nome não é mencionado em nenhum processo. Ele atribuiu as tentativas de vinculá-lo ao caso a motivações políticas, argumentando que tais ações visam prejudicar sua imagem em razão da proximidade do período eleitoral. "Pode vasculhar o que quiser, pode fazer o que quiser", desafiou o ex-gestor.

Oliveira também manifestou preocupação com a possibilidade de adversários políticos tentarem imputar à sua gestão responsabilidades por problemas que estariam sendo enfrentados pela atual administração municipal. Ele apelou por um debate político mais ético, livre da disseminação de informações falsas e desinformação. "Vão governar, vão trabalhar, vão cuidar dos seus mandatos e das suas obrigações", conclamou, direcionando suas palavras aos oponentes.

A Operação Gaiola Digital, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), investiga uma empresa com sede em Blumenau que venceu 30 licitações em Balneário Camboriú desde 2012, recebendo mais de R$ 6,8 milhões. A investigação abrange o período de 2012 a 2025, cobrindo três administrações municipais. Até o momento, as apurações focam em servidores públicos, ex-integrantes do primeiro escalão e empresários, sem apontar irregularidades diretamente aos prefeitos ou ex-prefeitos. A prefeitura informou que abriu auditoria nos contratos ativos e colaborará com o MPSC.