A Procuradoria Especial da Mulher da Câmara de Balneário Camboriú participou, no sábado (23), do evento “Maio Furta-cor BC – Maternidade em Vários Tons”, realizado na Casa Linhares, no Bairro da Barra, em Balneário Camboriú.

A iniciativa foi promovida pelo Maio Furta-cor Balneário Camboriú, dentro da campanha nacional de conscientização sobre saúde mental materna, e contou com rodas de conversa, palestras e vivências práticas voltadas às transformações físicas, emocionais e sociais enfrentadas pelas mulheres durante a gestação e o puerpério.

O encontro buscou ampliar o debate sobre temas como sobrecarga materna, ansiedade, medo do parto e depressão pós-parto, além de destacar a importância do acolhimento familiar e profissional às mães.

Participaram do evento a psicóloga e representante do Maio Furta-cor Balneário Camboriú, Anelise Furtado; a enfermeira neonatologista e representante do Maio Furta-cor Itajaí, Juliana Rosa; a biomédica e neuropsicopedagoga Dra. Nakamura; e a enfermeira obstetra e neonatologista Luana Refosco. A procuradora especial da Mulher, vereadora Ciça Müller, também esteve presente.

Segundo Ciça, o debate sobre saúde mental materna precisa ir além da depressão pós-parto e considerar as diferentes questões enfrentadas pelas mulheres desde o início da gravidez.

“O que mais se fala hoje ainda é a depressão pós-parto, mas a depressão geralmente, quando acontece, não vem só após o bebê nascer. Ela vem de uma série de questões de ansiedade: quando a gestante sabe da sua gravidez, nem sempre uma decisão tomada conscientemente, existem impactos na vida profissional dessa mulher e em como ela vai gerir sua vida. O próprio medo do parto, a chamada tocofobia, é um dos medos que mais assustam as pessoas. Como esse bebê vai vir ao mundo? Em que condições? Que tipo de parto eu vou adotar”, destacou.

Durante a ação, a organização também incentivou a doação de itens de higiene para bebês, que serão destinados à montagem de enxovais para mães em situação de vulnerabilidade social.

O Maio Furta-cor é uma organização sem fins lucrativos que promove o direito à saúde mental materna em diferentes cidades pelo Brasil. A associação atua com profissionais da saúde e voluntários para promover o acolhimento de mães através de conhecimento e redes de apoio.

"“O que mais se fala hoje ainda é a depressão pós-parto, mas a depressão geralmente, quando acontece, não vem só após o bebê nascer. Ela vem de uma série de questões de ansiedade: quando a gestante sabe da sua gravidez, nem sempre uma decisão tomada conscientemente, existem impactos na vida profissional dessa mulher e em como ela vai gerir sua vida. O próprio medo do parto, a chamada tocofobia, é um dos medos que mais assustam as pessoas. Como esse bebê vai vir ao mundo? Em que condições? Que tipo de parto eu vou adotar”, destacou."