A Câmara Municipal de Balneário Camboriú, em Santa Catarina, negou nesta semana um requerimento apresentado pelo vereador Jair Renan (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que solicitava o abono de suas ausências nas sessões legislativas. A proposta foi rejeitada por 10 votos a 5, em uma votação que evidenciou divergências entre os parlamentares.

No documento protocolado, Jair Renan justificou suas ausências nos dias 16 e 18 de setembro por "motivos de ordem pessoal". Ele explicou que as faltas, que segundo ele deverão ocorrer quase todas as quartas-feiras, são motivadas pela necessidade de visitar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília. O vereador já teve R$ 4,5 mil descontados de seu salário em julho devido a faltas, e novas ausências não justificadas acarretariam em mais descontos em sua remuneração mensal de R$ 18,2 mil.

A discussão sobre o pedido gerou fortes críticas de outros vereadores. Marcelo Achutti (MDB) questionou a solicitação, destacando que Jair Renan está em campanha eleitoral para a Câmara dos Deputados, tendo recebido R$ 3 milhões do Fundo Eleitoral. Achutti comparou a situação com sua própria experiência como candidato, quando se licenciou do cargo para dar lugar ao suplente. "Está em campanha eleitoral, faça como os demais. Eu quando fui candidato, me licenciei e dei vaga ao suplente", declarou Achutti.

Em resposta às críticas, Jair Renan defendeu sua posição, afirmando que "não pega Fundo Eleitoral para fazer bagunça". A rejeição do pedido de abono de faltas implica que o vereador continuará tendo seu salário descontado por cada ausência não justificada, além de reforçar a separação entre o exercício do mandato legislativo e a campanha eleitoral em curso, um ponto de tensão levantado durante a votação.