Três projetos focados em inovação em saúde desenvolvidos pela Prefeitura de Balneário Camboriú foram detalhados durante o 1º Simpósio Internacional de Simulação Clínica Integrada. O evento científico, uma parceria entre a Universidade do Vale do Itajaí (Univali) e a Western Norway University of Applied Sciences (HVL), da Noruega, ocorreu entre os dias 14 e 16 de abril em Itajaí. O simpósio teve como foco a simulação clínica para o desenvolvimento de habilidades práticas, comportamentais e de comunicação em cenários realistas do setor de saúde, estimulando o aprendizado ativo e o fortalecimento do trabalho em equipe.

A administração municipal teve três projetos aprovados para apresentação no evento. O primeiro foi o Monitora BC, um serviço de telemonitoramento remoto para pacientes de grupos prioritários. O segundo, chamado BC Digital, consiste em uma plataforma integrada para o cuidado e inteligência em saúde da mulher no Sistema Único de Saúde (SUS). Por fim, foi detalhada a aplicação da Tecnologia Point-Of-Care na Atenção Domiciliar do SUS, que permite a realização de exames no domicílio do paciente com resultados rápidos.

Outro projeto apresentado foi um novo módulo no aplicativo BC Digital, denominado Saúde da Mulher, implementado em março deste ano. Desenvolvido pela Divisão de Tecnologia da Informação (DTI) da prefeitura, o espaço digital visa fortalecer o cuidado preventivo e ampliar o acesso à informação. A ferramenta oferece funcionalidades como monitoramento do ciclo menstrual, acompanhamento da gestação, informações sobre a menopausa e orientações gerais de saúde. O diretor do DTI, Murilo Sodré, ressaltou a importância da iniciativa. "O BC Digital reforça Balneário Camboriú como referência em inovação pública, ao transformar tecnologia em cuidado, prevenção e inteligência em saúde. A iniciativa mostra que soluções desenvolvidas no contexto local podem inspirar e ser replicadas por outros municípios do país", destacou Sodré.

A terceira iniciativa exposta foi a implementação de um sistema de telediagnóstico laboratorial na atenção domiciliar, voltado para pacientes acamados ou com mobilidade reduzida. A tecnologia Point-of-Care Testing (PoCT) permite a realização de exames na casa do paciente, com resultados digitais disponibilizados em poucos minutos. O projeto piloto substitui fluxos tradicionais por respostas diagnósticas em tempo real, qualificando a tomada de decisão clínica. A diretora de Planejamento em Saúde, Alessandra Kaestner Enríquez, que apresentou o projeto, afirmou que o tempo é um fator crítico. “Sabemos que o tempo é um fator crítico na assistência. Tempo para coletar exames, para obter resultados e, sobretudo, para tomar decisões clínicas. E, muitas vezes, esse tempo se traduz em agravamento de quadros, internações evitáveis e sofrimento para o paciente e sua família”, disse. Com a implementação, o sistema busca reduzir barreiras de acesso aos serviços de saúde e ampliar a resolutividade da Atenção Básica.

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